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História
de Santo Antonio do Monte
SEGUNDA PARTE
Com uma participação
ínfima no mercado mundial de fogos, o Brasil
– leia-se Santo Antônio do Monte –
responsável por 92% de toda a produção
brasileira – fez uma pesquisa entre diversos compradores,
a fim de conhecer e atender plenamente aos seus anseios.
Nessas prospecções,
"Maomé foi à montanha", pois
consultores do Sebrae/MG e empresários foram
a campo em inúmeras viagens, somadas às
participações em feiras e exposições
internacionais. Em 2000, estiveram no Festival Internacional
de Fogos de Artifício de Montreal, onde foi evidenciado
que faltava um certo frisson, barulho e cores aos foguetes
"Made in Minas".
A solução
foi importar renomados especialistas no assunto, advindos
da Associação de Pirotecnia Americana,
dos Estados Unidos. Estes técnicos foram contratados
para, em Santo Antônio do Monte, treinar funcionários
selecionados pelo Brazilian Fireworks.
UM JEITO NOVO
DE SE MOSTRAR
Como resultado
de um trabalho preliminar, culminado nesta capacitação,
já eram produzidas mais de 150 variedades de
fogos, entre rojões, girândolas, foguetes
de tiros e de estopim, cascatas e fumaças coloridas.
Os modelos e sofisticação das embalagens
acompanharam esse crescimento, evoluindo da estampa
de fotos de modelos femininos vulgares para a demonstração
dos produtos propriamente dita, evidenciando a potencialidade
de seus shows pirotécnicos. Para chegar a esse
estágio, foi desenvolvido um programa de design
específico para o setor.
Referência em pirotecnia e um dos principais produtores
mundiais, a Espanha também foi muito visitada
pelos representantes do Brazilian Fireworks e do Sebrae/MG.
"Era preciso
conhecer de perto o que havia de melhor, para aperfeiçoarmos
o que produzíamos e como pretendíamos
superar os concorrentes", alegou o presidente do
Brazilian Fireworks, Fernando Antônio dos Santos
Júnior
RUMO A QUALIDADE
E SEGURANÇA
Outra providência importante foi a construção
de um moderno campo de testes4. Edificado em um ano
e finalizado em 2002, sua área, doada pela Prefeitura
Municipal, além da infra-estrutura de água
e luz, foi estipulada em 13 mil metros quadrados e seu
custo (cerca de R$ 200 mil, em 2001) foi bancado pelo
Brazilian Fireworks (50%), Sebrae/MG (20%) e APEX (30%).
Além disso, foi projetado para se manter apto
a homologar embalagens, avaliar o efeito e o grau de
segurança em razão de uma queda de 12
metros, medir sensibilidade à ação
do fogo externo, identificar a iniciação
ou ignição no interior de uma embalagem
e a sua propagação para os produtos vizinhos
e no seu empilhamento, além de verificar a estabilidade
térmica.
No campo de testes,
funciona também um laboratório para análises
químicas, físicas e mecânicas dos
produtos. Preocupados em atender ao pé da letra
às leis internacionais de segurança, o
Brazilian Fireworks se adequou à produção
e foi além. Seu campo de testes, o primeiro e
único do gênero na América Latina,
foi construído sob a coordenação
da Marinha, responsável pela liberação
dos containers via navegação. A própria
Marinha vinha recomendando às empresas do eixo
Rio – São Paulo e das demais regiões
do país a efetuarem testes diversos no campo
instalado em Santo Antônio do Monte pelo alto
grau de sofisticação de seu laboratório
e em função da modernidade das suas instalações.
Esse campo de
testes também foi supervisionado pelo Exército
brasileiro, a quem cabe a conferência do material
explosivo, considerado carga perigosa e, exatamente
por isso, requer procedimentos especiais em seu manuseio,
estoque e transporte. Produtos e embalagens foram testados
atendendo às exigências técnicas
normativas e alfandegárias para a efetiva entrada
dos fogos em diversos países da Europa, América
Latina, Estados Unidos, Canadá, África
do Sul e Austrália.
Associação Brasileira de Pirotecnia -
ASSOBRAPI
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