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Associação Brasileira de Pirotecnia
Entidade Representativa da Indústria e Comércio de Fogos de Artifício

 
 

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História de Santo Antonio do Monte


Por volta de 1701, o vilarejo de Santo Antônio do Monte começou a ser povoado em torno de uma capela com a imagem do santo casamenteiro. Embora não tenha sido incluída na trilha dos Bandeirantes e no Ciclo do Ouro foi, entretanto, com o fim da corrida pelo ouro e diamante encravados em terras mineiras que a cidade, localizada a 180 quilômetros da capital, Belo Horizonte, começou a ser desenhada. Chácaras e fazendas surgiram com o intuito de impulsionar a agricultura.

A indústria de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte se confunde com o surgimento do povoado e teve seu embrião lançado pelos irmãos Luiz Mezêncio da Silva e Joaquim Luís da Silva2. A fabricação era bastante rudimentar, mas ainda assim toda a produção era consumida na região. A mercadoria era levada até as cidades vizinhas no lombo de um burrico.

Somente em 1928, foi que Conrado José do Nascimento, outro comerciante do setor, começou a manipular a pólvora de forma menos elementar e, mais adiante, Geraldo Rodrigues da Costa e Artur Trindade efetivaram o processo industrial com a inauguração da Fábrica de Fogos.

Vários empreendedores participaram desse processo, demonstrando que a evolução do parque industrial e a diversificação dos produtos foram graduais.

O início do século XXI encontrou Santo Antônio do Monte com outra roupagem. A indústria de fogos, depois de ser nivelada com as clandestinas que aterrorizaram o país com explosões, mortes e mutilações, reestruturou o setor em torno de qualificação e da competitividade internacional com a criação, em 2000, do grupo de 13 empresas reunidas no consórcio Brazilian Fireworks Import & Export Co. O número de empregos diretos e indiretos gerado por estes empresários somava 6 mil.


O grupo reuniu os principais empresários do ramo pirotécnico, com o objetivo de buscar excelência em qualidade e rigoroso cumprimento de todas as normas de segurança na fabricação, estocagem, transporte e comercialização de produtos. Parceiros, como Prefeitura Municipal, Agência Promotora para Exportações (APEX) e Sebrae/MG, somaram esforços neste sentido.

No âmbito da prefeitura municipal, a administração Wilmar de Oliveira Filho, ao se iniciar, em 2000, em meio aos anseios do parque industrial da cidade em se modernizar, encontrou o setor ameaçado pela invasão de produtos chineses, em parte contrabandeados através das fronteiras com o Paraguai. O prefeito, relembrou o chefe de gabinete, Wilson Ricardo de Oliveira, precisou empreender gestões com as autoridades em Brasília para que a concorrência desleal não desestruturasse a indústria local.

"A Prefeitura não apenas desempenhou um papel preponderante na proteção da sua economia, uma vez que os produtores de fogos de artifício exercem um papel de forte influência no nosso cenário socioeconômico, como também se tornou mais rigorosa na concessão de alvarás de funcionamento e para a abertura de novas fábricas", pontuou o chefe de gabinete da Administração Municipal.

Um Técnico em Segurança do Trabalho, da prefeitura municipal, foi destacado para tentar anular o índice de acidentes, bastante alto no passado. Ainda fez parte desta estratégia o destacamento de um único posto do Exército, fora de Brasília, destinado a fiscalizar diretamente a produção e o transporte de material explosivo.

Cadastradas na prefeitura municipal, as fábricas de fogos, em 2002, somavam 58. O Sindicato da Indústria de Explosivos do Estado de Minas Gerais havia registrado, nesse período, 45 fábricas. Todas, desde 1972, quando o parque industrial era composto por 23 unidades de produção, foram transferidas para o meio rural, por medida de segurança e determinação do Exército. Chegaram a totalizar, há cerca de 15 anos, 70 indústrias, empregando algo em torno de 5 mil pessoas entre empregos diretos e indiretos. De lá para cá, diversas fábricas se incorporaram, elevando os índices de produtividade e ganhando força para atender às exigências de um novo mercado e a leis de segurança mais rígidas.

Outras deixaram de existir ou tiveram o controle repassado para as mãos dos novos incorporadores. O volume de produção não chegava a 1 milhão de dúzias por mês.


O projeto se dividiu em várias frentes – um diagnóstico da situação do setor no município, uma pesquisa de mercado, a modernização dos produtos, a melhoria nas condições de produção e teste, bem como a absorção de novos modelos de gestão e comercialização.



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