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Os Fogos de Artifício são
na história da humanidade o símbolo de
manifestação que mais se associa a festejos
e celebrações.
A arte dos Fogos de Artifício desperta a emoção
e a imaginação mais profunda dos sentimentos
de alegria dos espectadores.
Não há outra manifestação
artística com igual sabedoria como meio de expressão
que encanta e surpreende as pessoas.
1. HISTÓRIA
Pirotecnia
A China, com seus inusitados alquimistas é sem
dúvida quem inventou a pólvora e por consequência
a Pirotecnia.
A palavra pirotecnia provém do grego (pur: fogo
e tekné: técnica, arte), e significa a
arte de dominar o fogo.
Alguns estudiosos interpretem erroneamente que a expressão
"fogos artificiais" ou "fogos de artifício"
se refira à representação "artificial"
da guerra, ou seja, à simulação
do fogo das armas, que não produz dano, mas sim
alegria. Outras correntes entendem que sua origem está
na expressão latina artifex (trabalhador, artesão).
Em japonês, para dizer o que é pirotecnia:
hanabi: flores de fogo. A palavra inglesa fireworks
(fire: fogo, works: trabalho) é, sem dúvida,
a que melhor reflete esse caráter, o trabalho,
o labor do fogo.
A falta de documentos dificulta os estudos dos primeiros
indícios, mas pela crença indica que se
deu no começo da era Cristiana para uso festivo
utilizando inicialmente de efeitos sonoros. E também
utilizavam da pólvora como propulsão acreditando
que chegariam a Deus.
Podemos observar na história humana que pessoas
talentosas, com grandes inventos, grandes desejos, são
submetidos em algum momento de suas vidas por ambiciosos
projetos desumanos.
A pólvora deixou de ser usada para proporcionar
alegria e passou para o uso mais absurdo e selvagem:
a guerra.
A China possui grandes inventos em sua história.
Documentos comprovam o uso da pólvora para fins
bélicos no séc. XIII, com o uso de canhões,
também chamados de “flecha de fogo”,
contra invasores bárbaros (mongóis) do
Norte.
A pólvora chega a Arábia no séc.
VII proveniente da China, e conhecem os canhões
como “flechas chinesas”. Séculos
mais tarde, durante o renascimento, os árabes
serão os propulsores de grande consumo de “Espetáculos
Pirotécnicos” na Espanha.
Deixando o lado bélico da pólvora, a arte
pirotécnica seguirá na China com um desenvolvimento
muito intenso ainda completamente independente da Europa
até o séc. XVIII, onde o intercambio começa
a se destacar.
Ainda hoje conserva seu tradicional mercado, especialmente
no que se refere a fabricação, sendo que
90% da produção mundial e do consumo são
desprovidos da China.
Associação Brasileira de Pirotecnia -
ASSOBRAPI
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